Algumas coisas incomodaram-me bastante nesse período pré-momesco. A mistura explosiva de justas reivindicações de militares com grupos nada interessados em tais reivindicações e sem qualquer compromisso com categorias trabalhadoras (entenda-se utilizar as justas causas para obtenção de ganhos partidários) acabaram por criar um clima nada agradável nas tropas e de resultados bem previsíveis. Mas que podem atrapalhar futuras negociações das categorias.
Creio ser importante citar que desconheço países que admitam em suas leis greves de militares. São servidores aos quais a população confia suas armas para que garantam a segurança e o cumprimento das leis que escrevemos e pautamos nossas vidas.
Pipocou na Bahia a primeira manifestação. Estratégica. Governo do PT, carnaval mundialmente conhecido, governador de origem sindicalista. Coloca-se um ex-bombeiro, expulso da corporação por insubordinação, ex-candidato pelo PSDB derrotado nas últimas eleições como líder do motim e pronto. Usei o termo motim de propósito, já que as leis proíbem greves de militares.
No Rio, uma das alianças mais improváveis, não fosse o histórico das partes. Famiglia Garotinho unida ao PSOL? Não. Garotinhos associados à CST, do Babá. Dos primeiros a não tão inesperada cara de pau de declararem-se artilheiros numa briga por melhores salários das categorias, como se não tivessem passado quatro mandatos, dezesseis anos, com a caneta na mão. Ali, congelada. Nem um centavo.
A CST é manjada. Quem conheceu a CS não perceberá grandes diferenças. Pouco importa a categoria. A luta é pelos parcos votos que conseguirá numa próxima eleição. Nos “antigamentes" chamávamos de massa de manobra.
Não creio que a PEC 300 seja viável. Acredito que arrebente a Lei de Responsabilidade Fiscal em boa parte das UFs. Mas certamente os grandes estados precisam dar aumento substancial ao Funcionalismo Militar.
Ficou a torcida da população e a certeza de que motins irresponsáveis devem ser rigorosamente punidos. E, principalmente, localizados os que usam a política, com seu pê mais minúsculo, para que respondam por seus atentados contra o povo e ao Estado de Direito.
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